Ontem à noite, depois de mais um feliz dia de trabalho na JD, fui na festa do David em seu apê na Brick Lane. A qual entrará para os anais da história como provavelmente a festa mais lotada em que já fui, com mais ou menos umas 250 pessoas espremidas numa cozinha e numa salinha. Depois de algumas horas me sentindo uma sardinha, fui embora. Bicicletando para o Albergue Colombiano, passo por uma menina sentada no chão de um ponto de ônibus, chorando de soluçar. Passei reto por ela, mas, em cinco longos segundos, pensei um pouco, voltei e perguntei se eu podia ajudá-la de alguma maneira. Ela, sem parar de chorar, cobrindo o rosto com as mãos, apenas acenou com a cabeça que não. Fui embora, sem saber se deveria ter insistido mais, ou se saberia o que fazer se ela tivesse aceitado minha ajuda.