Emprega eu

Se você for na Superfície e ler a entrada 126, você vai ver como eram as minhas reações ano passado quando eu não conseguia um emprego que queria.

Não posso dizer que melhorei muito.

Mas estou reagindo um pouco melhor agora. A little wiser, agora eu sei que, assim como, pouco tempo depois, eu descolei o emprego nA Revista, mais cedo ou mais tarde eu deverei encontrar um que me apeteça mais que esse que eu não consegui agora.

Nestas últimas semanas eu entrei em dois concursos na EDUSP. Um deles requeria que a pessoa tivesse terceiro grau completo, então as chances de consegui-lo eram muito poucas, mas o outro só exigia segundo grau, e era algo que eu queria fazer bastante (arte-finalista), então eu estava torcendo bastante para que desse certo.

Provas de concurso são estranhas, ainda mais quando só há uma vaga. Elas ganham todo um clima Highlander, "só pode haver um". Você fica até sem jeito de cumprimentar as pessoas que você conhece e que estão fazendo a prova também: mesmo que você descarte o fato de que você quer roubar o emprego do outro, ele provavelmente não vai.

É o tipo de situação que não devia acontecer. Por que que os empregadores simplesmente não vêem minha aura de perfeição, os anjinhos à minha volta cantando amém, o meu currículo resplandecente dizendo que eu sou perfeito para o emprego e não me contratam de uma vez? Não: avaliação, prova, entrevista.

E pra quê? Pra você ficar em segundo lugar. Você é ótimo, mas continua desempregado.

Mas algo melhor haverá de surgir, e até lá eu aproveito o tempo livre para resolver outros problemas e responsabilidades.