Cynthia Miranda, recentemente, comprou um celular novo. Foi na loja e se encantou com um moderninho que dava a hora em vários pontos do mundo. Ficou tão seduzida por essa função que, só quando já estava assinando o boleto do cartão de crédito é que ela parou pra perguntar sobre todas as outras funções do celular novo, como falar, agenda eletrônica, envio de mensagens etc. Mas deu sorte e comprou um que faz todas as outras funções bem, além de dar a hora em 50 cidades do mundo todo.
Com a minha festa acabou sendo mais ou menos assim. Eu tinha resolvido que seria na Bunker Lounge, porque tinha ido lá uma vez e tinha gostado do lugar e dos drinques. Sabia que seria na quarta-feira dia 12, para que os abrilianos que tinham esticado a folga de fim de ano mais uma semana conseguissem ir sem drama. Então fechei o negócio com eles, sem sequer me perguntar que tipo de música tocaria na tal da quarta-feira. Só quando fui entregar a lista de convidados (setenta e tantos nomes) foi que me dei conta disso, e senti uma pontada de medo.
A festa começou cedo, na minha casa. Ships me ligou dizendo que tinha acabado a água na casa dela, em Osasco, e pediu pra tomar banho aqui no meu apê. Ela e Mari e Denis chegaram por volta das oito e meia, porque Denis ia trabalhar à noite e não poderia ir à festa. Fizemos um aquecimentozinho em casa, depois Denis foi trabalhar e eu fui com elas pra festa. Cheguei lá e só tinha a gente.
Mas depois de um tempo os convidados foram chegando; no entanto, por um bom tempo só havia no lugar convidados da minha festa. Foi bastante gente, e eu tirei fotos de chegada e de despedida com todos. Me senti muito querido, consegui dar conta de conversar com todos, o clima estava muito bom. Rê Steffen resolveu que só tiraria fotos de olhos fechados. Cynthia resistiu um tempo a tirar qualquer foto (ou mesmo a reconhecer minha presença na festa), mas depois acabou cedendo. Ocapa som que tocou foi black music do começo ao fim, já que aquela era a noite black. Razão pela qual a Bunker estava cheio de um pessoal fantasiado de clip de rap. Mas a gente conseguiu se divertir mesmo assim.
Foi muito bacana. Eu começava a ver as fotos que tinha tirado na noite e já ficava com lágrimas nos olhos, mas segurei as pontas. Saí de lá às três da manhã, para ainda ir com Edu Gomes até a Bella Paulista e ficar tagarelando sobre a vida com ele até as cinco e meia. Uma despedida excelente. Vou ficar com saudades de todos.