Desde que o pessoal da minha faculdade me apresentou à Trash 80s, ela tem sido um dos meus programas preferidos. Conheço muita gente que não gosta dela, que chega até a ter medo dos freakazóides que curtem passar a noite dançando os sucessos de 20 anos atrás (incluindo o repertório infantil), mas eu me divirto. O clima lá é MUITO pra cima, a paquera rola mas nunca é barra-pesada, e, muito importante, eu consigo cantar junto a maioria das músicas.
Assim, quando chegou a hora de escolher o local para minha festa de aniversário, eu não pensei mais que cinco segundos pra decidir que seria lá. Até pensei em procurar outros lugares, porque queria comemorar com outros aniversariantes colegas meus, mas quando fechei só com a Dani, ela não se opôs nem um pouco a uma festa lá, e assim fui eu feliz e contente combinar minha festa.
Um dos planos era fazer uma festa fechada, plano que não durou mais de um dia. Seria necessário garantir cem convidados, senão pagaríamos a diferença. Apesar de ser alguém bem bacana, eu não queria confiar tanto na minha popularidade, ficar preocupado com o número de convidados no dia da minha festa, e correr o risco de sangrar uma grana no fim da festa, então optei por comemorar na balada normal mesmo, com desconto para aqueles que chegassem até a hora marcada.
A festa já começaria bem porque meus irmãozinhos queridos Danilo e Anselmo (também conhecidos como Lermano e Litoubrou) mais a Natashy, namorada do Anselmo, garantiram a presença e chegaram no sábado à tarde. Se alguém acha que ser gêmeo é ruim porque você não tem nunca um aniversário só para você, saiba que para um gêmeo (ou, pelo menos, no meu caso) passar o aniversário sozinho sem o tatinho é muito triste. Meus últimos trêss aniversários tinham sido longe do Danilo, e foi mó bom tê-lo aqui comigo pra minha festa.
Outra grata surpresa foi descobrir que a Priscila estava escondida aqui em Sampa a semana inteira, e, aliás, precisava de abrigo aqui em casa para o final de semana. A gente não conseguiu sair na sexta à noite, mas ela pernoitou aqui de sexta pra sábado, e estava a postos para engrossar a fileira dos sentados na minha festinha. Edu Kawasse também estava em Sampa, e passou em casa pra saírmos todos juntos pra balada.
As instruções diziam pra gente chegar antes da meia-noite pra conseguir entrar na Trash 80s com o nome na lista. Eu fiz todos os que estavam comigo chegarem lá às dez da noite, só pra descobrir que liberavam a entrada apenas depois das onze. Fizemos hora num boteco do lado, onde Du Kawasse e Anselmo encararam um colesterol em forma de sanduíche. Pouco antes das onze fomos pra fila, e eu tive a honra de ser o primeiro admitido da noite.
Todos os meus convidados tinham o exíguo período entre onze e meia-noite para entrar na fila do nome na lista, e, para meu orgulho, a maioria conseguiu. O pessoal da facu, o pessoal do trabalho, foram todos. Cynthia Miranda chegou com Dani Tovs, e achou que eu e meu irmão não tínhamos nada a ver um com o outro. Du Gomes foi lá sozinho e abandonado, e me deu o imenso prazer de sua presença. As Renatas e o Zé chegaram pouco depois, mas deram uma de migué, entraram na fila apesar do segurança, e conseguiram entrar. Já Louis chegou dez minutos depois e teria que encarar a megafila de duas horas pra entrar, desistiu e perdeu a festa, infelizmente.
Anselmo foi pra Sampa achando que essa festa seria um grande mico, e acabou sendo o que mais se empolgou. Os DJs (que já deixam avisado na parede que não são jukebox) estavam particularmente inspirados e tocaram todos os grandes crássicos: Sydney Magal, Rosana, Luan e Vanessa, Gretchen, Ritchie, Madonna, Cyndi Lauper… a lista é grande. Mas juro que nunca vi Litoubrou pular tanto (junto com a namorada) como quando começou a tocar "Lua de Cristal", da nossa rainha Xuxa. Ele saiu de lá dizendo que foi a melhor balada que já tinha ido na vida.
Não tem nada melhor do que comemorar seu aniversário rodeado por pessoas amigas, que podiam estar em qualquer lugar, mas foram lá apenas porque você os chamou. Me senti muito querido, mesmo, e feliz da vida. Não houve nada que estragasse a imensa alegria da noite. Cheguei a um quarto de século, e comecei esse novo ano com o pé direito.