27/6, 20:53h > Jherek Bischoff, fazendo o primeiro show da noite no Music Hall of Williamsburg, comenta que em seu disco de música clássica contemporânea (contraditório, eu?) há uma participação de David Byrne, que calha de estar no teatro, e o chama para subir no palco. A plateia desacredita.
8/5, 23:21h > Respiro fundo, fecho o olho e me torno um backer do Kickstarter do lançamento do disco novo da Amanda Palmer. Compro um pacote que me dá direito a download, CD, livro, um show aberto ao público e outro, exclusivo do Kickstarter, numa galeria de arte onde seriam exibidas as pinturas originais do livro.
27/6, 15:11h > Desço do ônibus na 7a Avenida, em Nova York, vindo de Washington D.C. Sou recepcionado com buzinas, cheiro de mijo de cachorro, calor, suor e fumaça. Fico feliz da vida e me ponho a caminhar até o apartamento de Louis e Mari, vários quarteirões pra cima.
28/6, 18:45h > Saio de uma estação de metrô para chegar no segundo show, o exclusivo, e me deparo com Amanda Palmer, sua banda, seu marido Neil Gaiman, e vários fãs, tirando fotos na esquina. A noite já começa bem.
27/6, 21:33h > A dupla de saxofonistas Ronald Reagan ataca “Don’t Stop Believin’”, num arranjo bacana e surpreendentemente engraçado. Eles se dedicam a tocar exclusivamente músicas dos anos 80. Eu gravo pra mostrar pra Ana Paula depois, pensando que só gravaria outra música deles se tocassem “Total Eclypse Of The Heart”, que eu amo tanto. Eles tocam em seguida, mas eu não gravo com medo de acabar o espaço no celular e ficar sem fazer vídeo da Amanda mais tarde.
28/6, 19:30h > A organização libera a entrada na galeria, confere meu nome e me dá uma sacola de pano com o logo da banda. Dentro, um exemplar velho, amarelado e desmontando de Descent of Man, do Charles Darwin, além de adesivos, um pente e uma canetinha.
29/6, 18:15h > Faço inveja pro Louis mostrando meu vídeo do David Byrne no bis do show da Amanda Palmer, e minha foto com o Neil Gaiman.
28/6, 20:20h > Amanda Palmer sobe num banquinho e explica que comprou um livro de sebo pra cada convidado do Kickstarter, e que a gente pode exibi-los e trocá-los, que é uma maneira ótima de quebrar o gelo. Eu não troco meu livro do Darwin por nada nesse mundo.
27/6, 22:37h > Amanda Palmer canta “Trout Heart Replica”, do novo disco, e eu fico impressionado com sua dramaticidade e presença de palco.
28/6, 20:43h > Amanda Palmer canta “Trout Heart Replica” no meio da galeria, picando dramaticamente uma beterraba no que deve ser uma alusão aos corações da canção. Eu, sentado no chão superperto, gravo a performance num ângulo supimpa.
30/6, 12:03h > Louis, Mari, eu mais dois amigos deles chegamos em Fire Island, dispostos a passar um dia só fazendo coisas agradáveis como tomar sol, beber vinho e jogar conversa fora. Mari e eu nos deliciamos com um prato de frutos do mar.
28/6, 21:32h > Depois de uma apresentação toda experimental iluminada por lanternas seguradas pela plateia, Amanda Palmer faz acende a luz para o bis, e toca minha querida “Ukulele Anthem”, tornando minha noite completa.
28/6, 21:41h > Para terminar, AFP diz que vai ficar pelada para que todos escrevam nela com as canetinhas que ganharam na sacola, sobe num banquinho e tira a roupa. Eu desenho um ponto de exclamação nas costelas dela.
