Aumentando a cauda dos livros

Li recentemente o Long Tail, do Chris Anderson. Fiquei muito empolgado com o conceito e realmente acho que ele não pode ser mais ignorado – o que, infelizmente, ainda acontece muito, principalmente aqui no Brasil. Seguindo o conceito de que a cauda longa fica mais grossa quando se elimina fatores limitantes como o transporte e o espaço físico, realmente faz todo sentido que a Amazon invista num e-reader como o Kindle. Há quem ache que, como o público leitor é reduzido – a maioria das pessoas não lê sequer um livro por ano, e os maiores devoradores de livros são mulheres com mais de 50 anos – ele já conquistou todo o público que poderia conquistar. Eu, particularmente, apostaria que ainda vai crescer muito, assim que o preço cair. Um e-reader decente e cool poderia conquistar todo aquele mercado de jovens que têm que comprar livros inteiros para ler só um capítulo para a faculdade – e fazem os lucros dos xerox de CAs de todo o Brasil.

Eu com certeza adoraria ter um para baixar livros imediatamente, ao invés de esperar semanas para que um chegue das estranjas até minha casa. Supondo-se, obviamente, que eles liberariam a venda online overseas, o que, muito para minha irritação, não acontece para a música. O iTunes não tem ainda loja brasileira. E a Amazon só permite vendas nos EUA.

Eu quis comprar online o disco de covers do October Project no site da Amazon, e não pude porque estava no Brasil. Levado ao crime pelas grandes corporações, cheguei até a procurá-lo nos torrents da vida, mas não encontrei. Tive que pedir para um amigo meu que mora nos EUA comprar lá e me mandar por e-mail. Tanto esforço para algo que devia ser tão simples. A gente quer dar nosso dinheiro para eles e eles não deixam.

One Response to “Aumentando a cauda dos livros”

  1. Dodô

    Me parece que a iTunes sotre abriu recentemente para o Brasil.

    Dá uma pesquisada aí.