A morte do fiel escudeiro

Depois de três anos e um mês de fiéis serviços, Macedo Afonso, meu querido e dedicado macbook G4, arriou. Ele era tão robusto e jovial quando eu o comprei. Agora já estava ficando lerdinho, sua tela manchada já deixava de ser um charme e a falta de memória RAM para rodar os novos programas e a ausência de webcam embutida começavam a indicar que seu tempo já tinha dado.

Há uns oito meses, seu monitor já tinha falhado, mas depois de uma visita à assistência técnica e uns chacoalhões ele resolveu se esforçar e voltou a funcionar sem que eu tivesse que pagar o conserto. Infelizmente, na última segunda-feira, voltei pra casa à noite e o encontrei cegueta: o monitor não conversava mas com a base, e assim nem sequer acendia. Não houve chacoalhão que resolvesse a questão.

Lá fui eu pra assistência técnica, onde mais uma vez o susto fez com que ele voltasse à vida. Em vão; quando tentei utilizá-lo uma hora depois, Macedo Afonso já não funcionava mesmo. Retornei &agrave assistência, fiz um back-up dos projetos em que estava trabalhando no momento, e deixei-o lá para que descobrissem o que havia de errado.

Hoje, dois dias depois, me enviaram o orçamento. E, com lágrimas nos olhos (e uma faca na conta bancária) descobri que a cirurgia para salvar a vida do Macedão era tão cara que valia mais a pena pagar o enterro. Fácil. Respondi o e-mail dizendo que não deveriam mais tentar salvar a vida do pobrezinho, e que eu ia buscar o corpo assim que pudesse para que ele tivesse um fim digno em seu lar.

Mas, como não presto, já estou correndo atrás do substituto. A vida é assim…