No meu lar doce lar moram comigo uma holandesa, uma finlandesa e um inglês; esses dois últimos namoram, dormem um no quarto do outro e pouco se importam com nós dois outros desde que eu me mudei para cá. Mas nunca agiam como namorados fora dos quartos, já que são europeus; nunca tinha visto um afago, um sorriso, um beijo, qualquer coisa, entre os dois. O maior gesto de carinho era ela lavar a louça dele. Pois nesse exato momento, finalmente, estão os dois juntos no sofá, cabeça dela no ombro dele, escolhendo que filme vão ver amanhã, como duas pessoas normais. Depois de tantos meses, eu mal consigo disfarçar meu pasmado enquanto escrevo meu mestrado.