Viagem 1: Depois de poucos dias de folga, gastos principalmente em casa e fazendo o site da SOL (que ainda há de ficar pronto), embarquei num Cometão de Sampa rumo a Araraquara no dia 23 de dezembro, para passar o Natal com a vó, tios, primos e etc. Ocasião sempre deliciosa, em que a gente se vê cercado pela primaiada já cada vez menos criança, volta a jogar videogame (e descobre que já perdeu toda a habilidade com os joguinhos), lê bastante, passeia um pouco, joga muito baralho e come até não poder mais. A ceia de Natal foi a alegria de sempre, com amigo secreto comovente, presentes sendo abertos euforicamente e muita cantoria. No dia seguinte, eu, Danilo e meu tio nos propusemos a assistir à versão extendida de O Retorno do Rei, experiência da qual mal saí vivo depois de cinco ou seis horas de filme. Mas vale a pena fazer isso uma vez na vida. Antes de ir embora, montei minha ex-cama de casal na casa nova do tio Emerson, esperando que ele faça dela ótimo proveito.
Viagem 2: Saí de carro com Danilo, Pai e Natashy rumo a Campinas, uma viagem de duas horas sem engarrafamentos nem atribulações. Ao chegar em casa, carreguei meu recém-ganhado MP3 player e deixei o especial do Ney Matogrosso gravando antes de partir novamente.
Viagem 3: Nessa mesma noite, outro Cometão de Campinas para o Rio de Janeiro. Dormi menos nessa viagem do que deveria, em grande parte por causa de Hija de la Fortuna, da Isabel Allende, que me retinha preso à história mesmo que eu estivesse com sono. Cheguei no Rio antes do que imaginava, liguei pro Vô Anselmo, que já estava de saída, e daí me pus a esperar por ele no calor africano da rodoviária do Rio. Sendo nós quem somos, demorou uma hora e meia até que a gente se encontrasse. Passei o resto do dia com o Vô, conversando sobre a vida, família, planos de viagem, foi muito bom. À noite ele me deixou na casa de Léo Favre, que me hospedou nos dias seguintes. Nesse dia mesmo começou a rotina de conversas noturnas longuíssimas com Léo, em que os dois se encostavam onde estivesse mais confortável e ficavam filosofando sem rumo certo. Nos dias seguintes andei de bicicleta por toda zona sul do Rio, descobrindo que é menor do que eu pensava e que a ordem das praias é Botafogo, Copacabana, Ipanema e Leblon. Conheci gente excelente, encontrei Cynthia de Miranda lá, andei à noite em Copa vendo os gringos fazerem turismo sexual, e, quando vi, já era dia 30, e o dever me chamava.
Viagem 4: Cynthia me fez o favor de me acompanhar nessa, senão não sei se teria forças. Voltamos para Sampa (dessa vez de Itapemirim), dormindo muito confortavelmente, depois de ter colocado todas as fofocas em dia. Chegamos na rodoviária do Tietê às cinco e qualquer coisa, e fomos puxando nossas malas até o metrô, para chegarmos até a estação Barra Funda.
Viagem 5: Depois de pegar as passagens que já nos aguardavam lá e tomar um suco de café da manhã, entramos num busão para Piraju, em mais cinco horas de viagem. Deu pra dormir um pouco, ler muito e conversar um tanto. Em Piraju, Pai, Ana Paula e tio Celso nos buscaram, para que passássemos o reveillon no fenomenal sítio do Boi Sentado. O clima lá sempre é bacana, a gente canta e descansa, o videogame do Anselmo estava funcionando, eu levei um couro do GBA da Ana Paula, e continuei comendo. A virada foi numa pousada, ao som da Banda Brasília. Já foi pior, dessa vez deu pra levar bem, principalmente com Cynthia e tio Celso animando a festa. O primeiro dia do ano foi tranquilo, e no dia seguinte passamos horas e horas movendo tudo para o carro para voltar para Campinas.
Viagem 6: Mais três horas dentro de Napoleão, o carro francês, para voltar pra Camps. Não consegui dormir muito porque o banco de trás não é dos mais confortáveis e me faltava um travesseiro. Mas terminei o Hija de la Fortuna, que não decepciona. Em Campinas, consegui assistir ao especial do Ney Matogrosso, que tinha gravado direitinho. Pus o e-mail em dia, internetei um pouco e fui dormir para acordar muito cedo no dia seguinte.
Viagem 7: No ingrato horário das cinco e meia da matina, acordamos eu e Cynthia para retornar para Sampa o quanto antes. O fretado que planejávamos pegar não estava funcionando, fomos buscar um táxi que nos levasse à rodoviária, o que provou ser bem mais difícil de se fazer do que em Sampa. Passamos mais uma hora no inferno em forma de prédio que é a rodoviária de Campinas, até conseguirmos partir no nosso Cristália, atrasado. Ainda arrastando as malonas, pegamos mais um metrô, e eu cheguei no meu apêzinho, que estava de pernas pro ar. Mas era bom estar de volta em casa. Agora começava a semana de despedida.