Nota breve

Reparei que estou pegando mania de anotar aqui trechos do que estou lendo no momento. Fica fácil de localizá-los depois, se eu precisar, e quem me lê fica sabendo que livro está na minha mochila no momento. O downside disso é que o Chão fica parecendo agenda de colegial. Enfim… Comecei ontem a ler o Aritmética, de onde vem:

Só o apaixonado por você tem a sagacidade de notar em você o que ninguém notou, fazendo enfim o elogio que nenhum professor lhe fez, a gentileza que nenhum cavalheiro lhe fez, a gracinha que nenhum canalha lhe fez. A paixão alerta sua razão que, ora, você é amado, e amado tanto assim. (…) Um sentimento desses, está claro, pode mudar todas as pedras de lugar. (…) Por isso tem tanta gente que não ama, nem é amado. São os que não aguentam levantar a tampa que os protege do incerto, e mudar. Pois a paixão é incerta, não aceitando o estabelecido. O amor, pior, engana, garantindo que poderá ser estável e infinito. (…) Portanto, quem é que não ama, não se apaixona, não odeia? Os covardes? Com certeza.