Mais um aniversário

Vinte e quatro anos. Quem diria, hein? Mais um pouquinho e terei um respeitável quarto de século.

Danilo, meu comparsa de nascimento e aniversários (irmão gêmeo, sacumé), fez questão de ser o primeiro a me ligar, à meia-noite e dois minutos da noite do dia 16 para o 17. Ficamos os dois que nem bobos: "Feliz aniversário!! ÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊ!!!", "Feliz aniversário pra você também!!! ÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊ!!!", mas no fundo é algo muito bacaninha. O resto da família me acordou meia hora depois para me parabenizar.

Chegando na Recesso, na manhã seguinte, encontrei meu computador cheio de bexigas, e o teclado coberto de brigadeiros, coisa da Dani, bacaníssima. Depois de sinalizarem tão bem a ocasião, passei o dia recebendo cumprimentos de qualquer um que passasse por mim, e comendo aos poucos os brigadeiros que ficavam me tentando.

Durante o dia eu recebi vários e-mails de congratulações, o que fazem um bem danado. Amigos, parentes, todos se lembrando de mim. Makes me warm inside.

Como já sou gente grande, fiquei trabalhando, trabalhando, trabalhando. O que não é tão ruim assim, quando se faz o que se gosta. Mas, como o niver foi na quinta, e quinta é dia de fechamento, eu não tinha esperança de fazer comemoração nenhuma. Por volta das quatro da tarde, estou eu isolado do mundo com meus fones de ouvido, quando me chamam pra mesa de produção. Eu olho pra trás, e estão segurando um bolão, com velinha, e começam a cantar parabéns pra mim.

Sim, sim, eu fiquei emocionado. Afinal, tinha chegado na redação há pouco mais de um mês e meio, e já estavam fazendo festa pra mim. É bom se sentir querido. Fiquei tremendo por meia hora depois disso, mal conseguia comer o bolo. A Pri comprou pela redação toda o Dream Hunters, do Neil Gaiman, um presente tão certeiro que eu já tinha. Posteriormente ele foi trocado pelo Terminal City e Le Petit Nicolas et les compains, o que só demonstra a grana que eles gastaram no meu presente.

E, como se isso já não fosse o suficiente, me liberaram mais cedo pra que eu pudesse comemorar a data!! Muito, muito legal, apesar de que, a essa hora, já não tinha mais como marcar comemoração nenhuma.

Mais um ano de vida começa… Tenho razões de sobra para comemorar. Que tudo continue bem pelos outros 96 que eu ainda pretendo viver.