O que não precisa com o dinheiro que não tem

Estacionamento: Em processo de expansão, o shopping de Campinas está construindo um estacionamento novo com vários andares em cima de grande parte do velho; até este ficar pronto, nós, pobres consumistas, ficamos sem nenhum. Ficamos eu e mãinha a seguir sacolas até arranjar uma vaga – no sol. Quando voltamos, horas depois, a maquete do sistema solar que a Ana Paula tinha feito e deixado no carro tinha derretido, o que nos permitiu jogá-lo fora sem remorso.

Renner: Saindo do provador, encontro meu caminho barrado por um tiozão que exibia-se numa bermuda de surfista para a mulher, filhas, vizinho, concunhada e passantes. Ele mostrava a pança e falava "Mas eu não estou velho demais para usar isso?!". "Não! Magina!", dizia a platéia. Pena que ele não pediu umas opiniões sinceras.

Lojas Americanas: Uma menininha vai correndo para o vovô e lhe acerta um socão inocente entre as pernas. Vovô amoroso nem xingar pôde, coitado, ainda mais com vovó ali.

Ainda nas Americas: Entramos no furdúncio numa procura desesperada pelo CD de Natal da Simone (já que o que a gente tinha desapareceu) quando um cara grita "COMO ASSIM, VOCÊ TÁ GRÁVIDA?". A namorada, sem saber onde enfiar a cara, dizendo "…calma, calma, é o seguinte… ". Imagino como que foi a estratégia dela pra contar o fato: "Olha só, achei aquele CD que estava tocando naquele dia que a gente dormiu junto. Falando nisso, tô grávida. Eu também adoro o CD do Porto dos Milagres…".

Saindo das Americas: Observamos uma menina que exibia sua calcinha branca através de um top e uma calça de redinha, indo para o caixa de mão dada com a mãe. Ficam várias questões preocupantes: a) que tipo de pessoa inventa uma roupa de redinha que não esconde nada; b) que tipo de pessoa faz uma roupa dessa em versão infantil; c) que tipo de mãe coloca essa roupa na filhota para dar uma voltinha no shopping.