Quinta-feira eu voltei para Campinas, e encontrei a Ana Paula toda empolgada ajudando a Méris a fazer o tradicional bolo de chocolate com morango que a Méris sempre faz no meu aniversário. Fiquei todo contente que a tradição estava sendo mantida, descarreguei as malas e fui cortar o cabelo. Voltei para casa uma hora depois, minha mãe vem correndo e fala "Que bom que você chegou, a gente estava só esperando você!". Entro em casa e encontro as duas secretárias do consultório da minha mãe, o Anselmo e a Ana Paula com a micropoodle dela, a Luana, no colo, todos sentados em volta da mesa. E em cima da mesa, o bolo.
No qual estava escrito "LUANA e Marcio".
Afinal, como se não fosse o suficiente ter sempre dividido meu aniversário com meu irmão gêmeo, agora eu tinha que dividir o bolo com a cã de estimação, que acontece de fazer aniversário dois dias depois de mim! A Ana Paula estava lá toda feliz que iam cantar parabéns para a Luana em "au au au au au au", as secretárias com uma cara de "Olha o que a gente não faz para manter o emprego e comer bolo da Méris", e minha mãe ligando para os meus primos virem participar do aniversário da Luana também. Quando vimos que eles não iam chegar tão cedo, criamos coragem e au-au-au-zamos um parabéns para a Luana. E ainda tiramos foto. Só faltou os chapéuzinhos com elástico debaixo do queixo.
No dia seguinte chamamos Os Primos para almoçarem em casa, pois no dia anterior nós saímos de casa três minutos antes deles chegarem e eles bateram com o nariz na porta, e, pior ainda, ficaram sem comer o bolo da Méris. Vieram tia Celira, Fernando mais a esposa Yara e o filho Adriel, Flávia, Francely com o marido Juninho, e o Filipe. Juntamos todos na copa e realizamos a já rotineira proeza de fazer treze pessoas almoçarem numa mesa feita para oito.
Foi um almoço muito agradável, em que a cada dez minutos todo mundo interrompia os assuntos para reparar e achar lindo o Adriel, que, aos cinco meses de idade, comia diligentemente uma folha de alface com uma cara de sofrimento, sem ter ainda desenvolvido o conceito de que podia parar de comer aquilo no momento que quisesse. Todos estufamos a barriga e conversamos animadamente, e assim pusemos fim na festa do Divino que foi meu aniversário 2001.