Tem uns dias que eu me sinto simplesmente feliz à toa. O que é bom, muito bom, principalmente se considerando que, em geral, à toa eu fico é triste.
Tem uns dias que são assim. A primeira vez que eu identifiquei isso foi a um mês atrás, mais ou menos. Eu tinha passado uma semana inteira em Campinas, na casa de mãe e pai, emendando o feriado. E daí, na segundona, eu finalmente voltei pro meu apê, depois de dez dias de Camps City. Me deu uma alegria tão grande de estar no meu apê, com os meus quadros na parede, os meus livros empoeirando, os meus discos, o meu computador… O apê pode ser sujinho e apertado (para aqueles que não sabem, a cozinha é tão pequena que cabe ou o fogão ou a geladeira; a gente resolveu isso colocando o fogão na cozinha, e um frigobar na sala, em cima do qual fica a TV.), mas é o lugar que eu deixei com a minha cara.
E hoje, sei lá. Passei nA Revista para escanear uns slides, todo mundo me recebeu bem, disseram que estavam com saudade, me convidaram pra uma das festas-evento que A Revista dá, me deram revistas. Depois vim pra casa, começou a me cair uma satisfação, eu tô bem, a Artigo Definido está meio que ficando pronta, e eu podia ficar em casa, lendo revista nova, ouvindo som e pulando de um lado pro outro. É aquele tipo de situação em que a causa se mistura com a conseqüência: você pula porque está contente, e fica contente porque pode pular.
E eu ainda tenho esse site pra escrever. Quer coisa melhor?
("Sim!", grita a multidão. "Dinheiro, energia elétrica, and… world peace!")